QUEM SÃO OS CANDIDATOS À PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA


OS CONCORRENTES (em ordem alfabética)


Ciro Gomes (PDT): ex-ministro da Fazenda e ex-governador do Ceará, concorre à Presidência pela quarta vez. Ana Paula Matos, vice-prefeita de Salvador, é a vice da chapa. Ciro defende rever o teto de gastos e a autonomia do Banco Central, revisar a política de preços da Petrobras e lançar ações para gerar empregos e criar renda mínima.


Eymael (Democracia Cristã): conhecido pelo jingle 'Ey, ey, Eymael', o político de 82 anos concorrerá ao Planalto pela sexta vez – recordista ao lado de Lula. O nome do vice na chapa ainda não foi definido. Eymael diz defender a família brasileira e promete inclusão social, destacando que as medidas devem seguir os princípios cristãos.


Felipe D’Ávila (Novo): Empresário e cientista político, disputará sua primeira eleição presidencial. Terá como vice o deputado federal Tiago Mitraud (MG). Será a segunda candidatura do Novo ao Planalto. D’Ávila defende um Estado mais enxuto e o reequilíbrio das contas públicas, além do incentivo à economia de baixo carbono.


Jair Bolsonaro (PL): O presidente tentará a reeleição com o general da reserva Walter Braga Netto (PL) como vice. Com apoio de partidos do Centrão, Bolsonaro tenta manter o discurso que o elegeu em 2018, defendendo o conservadorismo nos costumes. Também vai continuar se apresentando como uma alternativa viável na eleição a favor do liberalismo na economia.


Leonardo Péricles (Unidade Popular): Líder estudantil, Péricles disputará a eleição com Samara Martins como vice na única chapa formada por pessoas pretas. Propõe a suspensão imediata do pagamento da dívida pública, o maior investimento em obras e um referendo para revogar o teto de gastos e as reformas trabalhista e da Previdência.


Luiz Inácio Lula da Silva (PT): O ex-presidente (2003-2010) tentará o terceiro mandato 12 anos após deixar o Planalto. Lula foi preso e ficou inelegível, condições revistas pelo Supremo Tribunal Federal. O STF anulou as condenações do caso do tríplex em Guarujá por considerar que o julgamento não deveria ter sido realizado pela Justiça Federal de Curitiba. Lula terá o ex-tucano Geraldo Alckmin (PSB) como vice. O ex-presidente defende o discurso de redução da desigualdade, quer mudar a reforma trabalhista e substituir o teto de gastos.


Pablo Marçal (Pros): O coach, com Fátima Pérola Neggra como vice, é a principal dúvida. Teve a candidatura aprovada em convenção pelo Pros, porém o comando do partido está em disputa judicial. A depender do resultado, Marçal sairá da disputa. O coach propõe 'virtualização, empresarização e mudança de mentalidade' para o país.


Roberto Jefferson (PTB): Delator, condenado e preso no mensalão, o ex-deputado concorrerá ao Planalto enquanto cumpre prisão domiciliar a pedido da PGR por incitação ao crime, ameaça às instituições e homofobia. Terá o padre Kelmon Souza como vice. Promete defender Bolsonaro durante a campanha, mas deve ter a candidatura questionada na Justiça


Simone Tebet (MDB): A senadora, ex-vice-governadora do Mato Grosso do Sul, concorrerá pelo MDB com apoio do PSDB e do Cidadania. Ela terá a também senadora Mara Gabrilli (PSDB) como vice. Tebet tenta se equilibrar entre Bolsonaro e Lula, com discurso que prega responsabilidade fiscal, economia verde e inclusão social.


Sofia Manzano (PCB): A economista concorre ao Planalto com o jornalista Antônio Alves como vice na chapa. Manzano anunciou um programa “anticapitalista e anti-imperialista”, que prevê revogar reformas e teto de gastos, extinguir o Senado, criar uma rede de restaurantes populares e investir 10% do PIB em saúde.


Soraya Thronicke (União Brasil): A senadora (MS) foi o nome escolhido para substituir Luciano Bivar, que desistiu de concorrer ao Planalto pelo partido que nasceu da fusão entre DEM e PSL. O vice será o economista liberal Marcos Cintra, ex-chefe da Receita Federal. Soraya se apresenta como liberal na economia e conservadora nos costumes. Vera Lúcia (PSTU): Cientista social, concorre à Presidência pela segunda vez – ficou em 11º na eleição passada. É a única mulher negra na disputa. Vera Lúcia terá a indígena Raquel Tremembé como vice na chapa. O PSTU trabalha com propostas de maior participação do Estado na economia e ampliação de direitos dos trabalhadores.



CALENDÁRIO ELEITORAL 05/08


Foi o último para a realização de convenções destinadas a deliberar sobre coligações e candidatos.


15/08 - Último dia para os partidos políticos, as federações e as coligações requererem o registro de seus candidatos.


16/08 - Data a partir da qual será permitida a propaganda eleitoral.


26/08 – Começa o horário eleitoral obrigatório em TV e rádio.


02/10 - Data do primeiro turno das eleições, com votação a presidente, governador, senador, deputado federal e deputado estadual.


07/10 - Recomeça o horário eleitoral obrigatório em TV e rádio.


30/10 – Se não houver vencedor no primeiro turno para presidente e/ou governador, os eleitores voltam às urnas em 30 de outubro para o segundo turno.



Os candidatos


A menos de dois meses do primeiro turno das eleições (2 de outubro), a corrida ao Palácio do Planalto tem 12 concorrentes definidos pelos partidos em convenções.


O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente Jair Bolsonaro (PL) lideram com folga as pesquisas de intenção de voto diante de uma terceira via que, mês após mês, não consegue se viabilizar.


A polarização, hoje, é uma realidade. A seguir, considerações sobre o cenário das eleições.


Semana de definições


A costura de alianças e as definições de vices marcaram a última semana, durante as convenções partidárias. Lula fechou a desistência e o apoio de André Janones (Avante), bem como a saída do páreo de Luciano Bivar (União Brasil).


Apesar de Janones e Bivar figurarem com percentuais baixíssimos nas pesquisas, cada possível ponto pode ajudar a garantir uma vaga no segundo turno ou, menos provável, vencer já no primeiro. O Pros vive disputa judicial pelo comando do partido. A depender do resultado terá candidato (Pablo Marçal) ou apoiará Lula. Agora os partidos têm 10 dias para registrar as candidaturas. O ex-presidente formou a maior coligação, com 10 partidos, e deve ter cerca de três minutos e vinte segundos nos blocos de 12 minutos e meio da propaganda eleitoral no rádio e TV, que começa no dia 26.


Bolsonaro reuniu três partidos e deve ter cerca de dois minutos e 40 segundos - os números ainda serão confirmados pelo TSE. Apesar do boom das redes sociais em 2018, analistas e marqueteiros acreditam que a TV e o rádio continuarão a ter peso importante na campanha deste ano.



Palanques pelo país


Lula e Bolsonaro conseguiram firmar os melhores palanques nas disputas por governos estaduais, enquanto Ciro e Simone brigam para evitar que os aliados os abandonem ao longo da campanha.


Lula conseguiu palanques mais robustos no Nordeste, o que já era esperado. Bolsonaro tem palanques mais fortes no Sul e Centro-Oeste. O Sudeste está mais dividido, o que indica uma batalha por votos em especial em Minas Gerais.


São Paulo: Lula tem o palanque de Fernando Haddad (PT), atual líder das pesquisas, enquanto Tarcísio de Freitas (Republicanos) é o candidato de Bolsonaro, que conta com a simpatia do atual governador Rodrigo Garcia (PSDB).


Minas Gerais: Romeu Zema (Novo), atual governador e favorito à reeleição, evitou a aliança direta com Bolsonaro, que teve de lançar Carlos Vianna (PL) no Estado. Lula tem o apoio de Alexandre Kalil (PSD), que está em segundo nas pesquisas. Rio de Janeiro: Bolsonaro estará no palanque do governador Cláudio Castro (PL), favorito por ora. Lula tem o palanque de Marcelo Freixo (PSB), mas parte do PT deseja apoiar Castro de maneira informal.


Bahia: favorito para vencer no já no primeiro turno, ACM Neto (União Brasil) flertou aliança com Lula, que não se confirmou. Lula e Bolsonaro apoiam candidatos com números baixos nas pesquisas de opinião - Jerônimo Rodrigues (PT) e João Roma (Republicanos). Rio Grande do Sul: Bolsonaro tem dois candidatos competitivos - Onyx Lorenzoni (PL) e Luis Carlos Heinze (PP) - enquanto Lula apoia Edegar Pretto (PT), cujas chances são mínimas. Eduardo Leite (PSDB), por ora, se equilibra fora da polarização nacional.



Auxílio Brasil


As equipes de Bolsonaro e Lula avaliam que a campanha entrará em nova fase a partir de terça-feira (9 de agosto), quando o governo federal começará a pagar o Auxílio Brasil no valor de R$ 600 mensais – um aumento de R$ 200 – e o novo vale-gás, cujo valor foi dobrado. Trata-se de mais dinheiro na mão do eleitorado mais pobre, parcela da população na qual Lula lidera nas pesquisas. Bolsonaro quer diminuir essa distância. Ao longo do mês também serão pagas duas parcelas do bolsa-caminhoneiro (R$ 1 mil cada) e o auxílio aos taxistas, duas categorias identificadas com Bolsonaro.


O efeito do aumento do Auxílio Brasil nas intenções de voto do presidente é a grande incógnita do momento, já que, mesmo com a redução no preço da gasolina, por enquanto os preços dos alimentos seguem altos. A campanha de Bolsonaro acredita que será possível medir a reação ao final de agosto – a segunda parcela será paga em setembro. Por outro lado, a campanha de Lula aposta no discurso de que o valor é insuficiente para compensar os aumentos nos preços dos meses anteriores.



11 de agosto e 7 de Setembro


O manifesto pela democracia, organizado pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, será lido no dia 11. Elaborado como resposta aos ataques de Bolsonaro às urnas eletrônicas, o texto teve mais de 700 mil assinaturas e ganhou apoio de entidades de peso do PIB. Há previsão de atos pela democracia em diferentes cidades, mas com incertezas em relação à capacidade de mobilização da população.


Já Bolsonaro transformou a parada cívico-militar de 7 de setembro, que em 2022 celebra os 200 anos de independência do Brasil, em evento de campanha.


O presidente determinou o desfile em Brasília, às 10h, e inovou com um segundo desfile, às 16h, na orla de Copacabana, no Rio de Janeiro, tradicional ponto de encontro de atos pró Bolsonaro. Forças Armadas e polícias desfilarão para uma multidão de apoiadores do presidente a menos de um mês do primeiro turno. Bolsonaro tentará passar a imagem de que tem o apoio da maior parte dos brasileiros, reforçando o discurso de que a apuração do TSE pode não refletir o desejo do país.



Urnas eletrônicas


O ministro Alexandre de Moraes assumirá no dia 16 a presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), órgão responsável pelas eleições.


O magistrado é o principal alvo de críticas de Bolsonaro por relatar o inquérito das fake news no Supremo Tribunal Federal (STF). Bolsonaro insistirá até a eleição no discurso de descrédito das urnas eletrônicas, apesar de não haver confirmação de fraudes.


Aliados de Bolsonaro tentam convencer Alexandre de Moraes a acatar parte das sugestões enviadas pelas Forças Armadas ao TSE. Bolsonaro tem discurso e terreno prontos para, em caso de derrota, não aceitar o resultado. Em Brasília, o meio político, jurídico e empresarial se prepara para turbulências.





Fonte: NK Consultoria


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